Polícia segue em busca de homem suspeito de matar a ex em motel de Cotia

A Polícia Civil de São Paulo segue em busca de Cléder Gonzaga Ilário, 42 anos, morador de Cotia, com casa na Avenida Rodolfo Miranda, no bairro Rincão, no km 30 da Raposo Tavares, ele está foragido suspeito de matar a ex-namorada, Maria Aparecida da Silva Santos, de 50, dentro de um quarto de motel em Cotia, na Grande São Paulo, na manhã desta segunda-feira (06/11). Eles se relacionavam havia dois anos.

De acordo com a polícia, às 5h30 desta segunda (06/11) , meia hora antes de chegar ao motel, Cléber foi armado até o restaurante de Telma,  tentando rendê-la. Neste momento chegou o entregador de pães no local (restaurante), para entregar as encomendas do dia, ao adentrar no estabelecimento e deixar os pães em cima do balcão ele avistou Cléder, o ex-companheiro da vítima, que estava armado e dizia à ela: “Você vai embora comigo”.

Ao perceber a presença do entregador, o agressor ameaçou o rapaz dizendo: “Não fala nada, nem chame a polícia, pois se você chamar eu irei voltar e te matar”. Em seguida ele colocou o entregador no banheiro, porém sem trancar a porta.

Quando escutou o barulho do carro deixando o local, o entregador saiu do banheiro, ele acionou a PM e se dirigiu à residência da vítima para informar os familiares sobre o ocorrido.

A vítima Maria Aparecida Santos, conhecida como Telma era proprietária de um restaurante típico nordestino na cidade Itapevi, chamado Restaurante Ponto Certo, localizado no Jardim Itacolomi.

A filha da vítima abriu um boletim de ocorrência de natureza “Seqüestro e Cárcere privado (art. 148”) e Violência Doméstica havia sido registrado pela filha da vítima por volta das 10h30, na DDM – Delegacia da Mulher de Itapevi.

Ela relatou à polícia que a mãe teve um envolvimento amoroso com Cléder, de 42 anos, pelo período de 1 ano e 6 meses. Há dois meses eles estariam separados, porém ele não aceitava a separação.

Afirmou que a mãe lhe disse duas vezes que teria recebido ameaças do ex-companheiro, que dizia: “Se for embora e me deixar, eu te mato”.

Por volta das 12h00, a Guarda Municipal de Vargem Grande Paulista  que faziam patrulhamento próximo ao km 39, foi acionada pelo proprietário do motel Happy Night , que acenou para a viatura e informou que um cliente havia saído do motel sem pagar, danificando o portão de saída com o próprio carro e se evadindo sentido Capital.

O proprietário informou que o hóspede havia entrado em seu estabelecimento às 05:57, acompanhado de uma mulher. Como somente o homem teria saído no veículo, os policiais foram com o proprietário até o quarto, a suíte de número 27, onde bateram na porta, mas ninguém atendeu. Por volta das 12h25 e com a chave reserva, a porta foi aberta e foi possível visualizar o corpo da mulher ensanguentado, de bruços sobre a cama.

Foi acionada a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, que ao chegar ao local, verificou que a vítima já estava morta há aproximadamente três horas. A autoridade policial foi informada e solicitou perícia no local. Foi constatado, a princípio, que a vítima recebeu golpes de instrumento perfuro cortante, possivelmente uma faca, na região do pescoço e do peito.

Após cometer o crime, Cléder fugiu batendo o carro no portão do estabelecimento, inicialmente ele se dirigiu a recepção e informando que tinha uma reunião e que sua esposa ficaria no quarto e que posteriormente ele voltaria. A recepcionista tentou ligar para o quarto, mas ninguém atendeu. Cléder retrucou afirmando que ela estava tomando banho. Já um pouco agitado ele deu partida no carro e derrubou o portão do motel, fugindo. Deixando no motel os documentos dele e da vítima.

O instrumento do crime não foi localizado. Segundo apurado, nenhum funcionário do motel ouviu qualquer ruído de discussão ou pedido de socorro durante toda a manhã.

 O carro utilizado por Cléder, um Chevrolet Cruze verde, foi achado horas depois, abandonado em uma estrada na Reserva do Morro Grande, na Rua Recanto da Mata s/n, próximo à linha férrea, em Caucaia do Alto.

As portas do veículo estavam trancadas, mas era possível ver toalhas manchadas de sangue e uma chave do quarto do motel. O crime foi registrado como feminicídio. “Já tinha um registro anterior envolvendo o casal”, explica o delegado Expedito Alves da Silva Junior.

 

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