Telefonia celular lidera reclamações em Cotia

Só em janeiro, unidades do Procon realizaram 917 atendimentos, em que 463 deles corresponderam a denúncias ou reclamações contra empresas que prestam serviço ao município

Uma grande rede de supermercados insistiu, por várias vezes, na cobrança de um seguro do cartão no qual o consumidor Clóvis Vasconcelos havia se negado a pagar, já que a cobrança não era obrigatória, e até mesmo abusiva.

Por duas vezes Clovis foi à administração do estabelecimento pedir a anulação da cobrança, porém o supermercado decidiu que deveria incluir o cliente na lista de negativados do Serviço de Proteção ao Crédito.

Injustiçado, o consumidor decidiu ir ao Procon e posteriormente a Justiça contra a grade rede de comércio. Para encurtar a história, além de ter que retirar o nome de Clovis da lista de inadimplentes, o supermercado teve que indenizá-lo em 6 mil reais por danos, já que o consumidor sofreu impedimento de realizar outras compras.

Hoje, dia 15 de março, o consumidor tem o que comemorar, principalmente quando se trata do seu Código de Defesa. Lógico que ainda há muito a fazer em relação à proteção do cliente como coibição de cobranças e preços abusivos, carteis, melhores atendimentos, e principalmente agilidade da Justiça no julgar dos casos.

Dezenas de municípios espalhados pelo Brasil contam com diversas unidades do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), somando 798 postos de atendimentos, sendo que somente no Estado de São Paulo há 149 postos.

Entre eles estão os dois postos de Cotia, localizados nas ruas Jorge Caixe, 306, no bairro do Portão, e Manoel Carlos Ferraz de Almeida, 38, 1º andar, em Caucaia do Alto.

Presentes na cidade desde 1992, ambas as unidades realizam uma quantidade expressiva de atendimentos aos consumidores. Só no ano de 2017 foram realizados 8.387 atendimentos, sendo 4.142 (53,22%) e 3.641 (46,78%) reclamações ou denúncias.

“A realização do atendimento ao consumidor, notificação da empresa e resposta ou reclamante, o processo é de até 30 dias”, declara Claudia Name, coordenadora do Procon de Cotia.

De acordo com Claudia, após esse prazo é realizada uma audiência de conciliação entre o consumidor e a empresa. Não havendo acordo entre ambos, o consumidor deve levar o caso à Justiça.

Dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) apontam que, em janeiro de 2018, já foram realizados 917 atendimentos, em que 463 destes corresponderam a denúncias ou reclamações.

Os campeões no ranking municipal de reclamações dos consumidores são empresas de telefonia celular (80 reclamações), seguida por empresas de cartões de crédito (76), Telefonia Fixa (51), companhia de energia elétrica (48) e TV por assinatura (35).

Entre os principais problemas relatados pelos consumidores estão cobrança indevida/abusiva (24,75%); cancelamento de serviço, como retenção, demora, não envio do comprovante (6%); não entrega/demora na entrega do produto (4,03%); acesso ao serviço, como onerosidade, problemas no menu, indisponibilidade, inacessibilidade aos deficientes, e dúvida sobre cobrança/valor/reajuste/contrato/orçamento (3,49%).

Entre a faixa etária de consumidores que mais buscam seus direitos nas unidades do Procon de Cotia estão pessoas com idades entre 31 e 40 anos (24,47%), seguidas de consumidores com idades entre 41 e 50 anos (20,58%) e entre 51 e 60 anos (18,58%).


Como faz:

O consumidor deve se dirigir a um dos postos do Procon:

Unidade Cotia: Rua Jorge Caixe, 306 – Portão

Unidade Caucaia do Alto: Rua Manoel Carlos Ferraz de Almeida, 38, 1º andar, Distrito de Caucaia do Alto

*só atende pessoalmente, das 9h às 16h.

1- É realizado o Cadastro de Atendimento do Consumidor

2- Por correspondência, a empresa alvo da reclamação ou denúncia é notificada

3- Em até 30 dias o Procon responde ao consumidor sobre a sua reclamação

4- Uma audiência de reconciliação é marcada.

5- Não havendo acordo, o consumidor deve entrar na Justiça contra a empresa


Fonte: Revista Circuito

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